O DIA FORA DO TEMPO

“o melhor remédio para a mesquinhez da alma
 é converter-se em espectador do tempo”.
Platão

Os Maias previam o Dia-Fora-do-Tempo. Um dia fora da contagem normal que é usado para intencionar e criar a realidade daquilo que queremos que aconteça; um dia para se experienciar a total liberação do tempo.

Abrindo uma brecha no tempo e no espaço cotidiano da cidade, o espetáculo reúne uma seqüência de ações simultâneas, do tempo em que vivemos, de outros tempos, da falta de tempo, do tempo das coisas, do tempo perdido, até lançar-nos na aventura de esculpir o tempo.

A obra se articula através de um jogo milenar chinês, o ming-tang, representando diferentes ações que incluem um ritual da expulsão da morte e de boas-vindas à primavera, a presença de Kronos, deus grego do tempo, de Kitombê, seu equivalente no candomblé, do grou, a ave chinesa símbolo da imortalidade, de Arauto, a lebre de Alice no país das maravilhas, e assim por diante. Esta rica simbologia é apresentada através da personificação das personagens envolvidas, da reinterpretação de rituais coletivos, da representação coreográfica ou do recitar de poemas alusivos, ações que envolvem danças, fogo, magias e música, criada por Tato Taborda na sua Geralda e Alexandre Fenerich, que confere à obra um ar de atemporalidade consistente com a concepção teatral.

Com figurinos e adereços de Carlos Veiga e Rui Cortez, O Dia fora do Tempo tem participação especial de Ana Luisa Cardoso (Cia d’os Melodramáticos)

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